terça-feira, 10 de setembro de 2013

PEREGRINANDO (21) MUDANÇA DE HABITO

É pessoal... ultimamente tem sido difícil escrever... tudo por causa de mudanças emocionais...

Tudo que aprendi... tenho de reaprender... estaca zero...

Até coisas básicas como as táticas que uso para escrever os posts mais elaborados:

Já vi que o maior inimigo do TDAH são suas próprias emoções....

Emoções ocupam um espaço considerável na nossa mente em relação a atenção, memória e decisões

Geralmente, as emoções que eu ja tenho noção que atrapalham nesses quesitos são:

*Frustração;
*Vangloriação por algo que fez (nem bem eu acabava de fazer algo bom, e em seguida estragava tudo);
*Ansiedade para fazer outra tarefa;
*Vontade de sonhar em horas indevidas;
*Pensamentos muito tristes;
*Pensamentos muito felizes.



Por 7 anos eu fui depressivo, e ainda assim, forçava para continuar trabalhando...

(e era sempre em razão do mesmo motivo... ser solitário)

Eu podia ter um ótimo emprego, ter uma vida um tanto mais fácil em relação as outras pessoas, ter meus hobbys, mas sempre faltava aquilo que não se compra, e sim, se conquista...


Com isso, minha mente sempre estava desacelerada... notava mais as coisas, lembrava mais das coisas, me focava nas tarefas, sendo a parte ruim a falta de motivação e a força que tinha de fazer continuar trabalhando...

Outra coisa é que minha relação com as pessoas também ficou boa, pois acabei sendo considerado humilde, e bonzinho (evitava qualquer confusão, pois não tinha energia para conter as consequências)




Bom, as coisas mudaram,

como já tava acostumado com tristeza, dificilmente ficava frustrado... assim, apesar de triste, eu estava sempre com a mente calma.

Agora, vejam um exemplo desses dias:

eu tinha uma leve tarefa... pegar uma conta, sacar um dinheiro no caixa eletrônico e levar na lotérica para que o documento recebesse a autenticação de lá....

Só que me confundi com os valores, assim, eu levei menos dinheiro...

Como fiquei meio com vergonha da situação... eu sendo contador e a mulher vendo que errei...

Acabei ficando pensativo, e entrei no modo automático...

Eu fui no caixa eletrônica sacar de novo... e voltei para pagar....

Sendo que poderia ter entregue meu dinheiro, e depois restituído no caixa eletrônico depois...



Oque Causou tanta mudança emocional em mim?


Bom... agora tenho a vida que sempre sonhei... um emprego fixo... hobbys...amigos... e finalmente, uma namorada...
  


Eu fiquei muitos anos aprendendo a evitar a tristeza, mas agora... tenho de aprender a evitar algo que eu só costumava enfrentar em épocas de provas na faculdade ou ensino médio (a ansiedade)

São muitas diferenças, minha cabeça está a mil, a todo momento... tanto que no entardecer eu começo a cansar...



Ficar parado em qualquer lugar era algo que até gostava... eu sonhava com qualquer coisa enquanto isso...

Mas esses dias mesmo, dentro de um ônibus que estava preso no engarrafamento... quase tive um treco, não queria parar quero, tinha que m mexer de alguma maneira... nem que seja para batucar no meu próprio corpo com os dedos...

A procrastinação piorou e muito...parece que estou avaliando pouco as consequências dos meus atos...

por incrível que pareça, é como se eu de repente uma pessoa normal virasse um TDAH...



Bom, o tempo esta passando e estou me adaptando... descobrindo truques, e muito eficientes por sinal...


Posso usar como exemplo, um dia desses quando eu estava na igreja, sentado, e não conseguia freiar minha mente, olhava para esquerda, para direita, me ajeitava no banco, era difícil demais prestar atenção no que estava acontecendo...e usei uns truques de relaxamento que não uso faz muito tempo:

Primeiro foi a respiração lenta e forte, para minha mente seguir o mesmo ritmo... (fez parte mas não foi excencial)
Depois notei meus ombros tensos, fazendo força a toa, então os relaxei.
E finalmente usei 3 truques que sempre me ajudaram e que tinha esquecido a tempos:

1- relaxamento do rosto (principalmente dos olhos)
2- Indução do sono (as vezes basta eu me lembrar de um momento em que tenho de fazer algo muito chato, ai meu corpo relaxa totalmente, por preguiça)
3- Não manter os olhos 100% abertos, e sim, manter como se estivesse com sono (os olhos são tão importantes na minha concentração que eu tive que postar sobre isso 2 vezes)


Acho que a partir de hoje eu finalmente estou controlando isso... mas com muitas recaídas quando não me dou conta...


De qualquer forma, eu sei ver o lado bom das coisas. Mesmo com tanta tristeza... eu aprendi a não cometer erros que repetiria com força caso estivesse bem emocionalmente, sendo que não precise nem errar para aprender:



*Aprendi a me controlar em vários aspectos, principalmente a não agir ou tomar decisões em momentos de fortes emoções.

*Aprendi a não me expor sites de relacionamentos, pois, se voce postar um pensamento genial, será contemplado com um belo "lol", mas se falar asneira será condenado pelo resto de sua vida;

*Aprendi a dar um imenso valor para aquilo que não tinha antes, e me prometer fazer o possível para preservar o meu maior sonho; (amigos e um amor para vida toda... meu verdadeiro tesouro)

*Aprendi a controlar boa parte de minhas emoções;

*Aprendi a ser frio e calculista, ou seja, que minhas emoções não interferissem nas minhas decisões;

*Aprendi que as pessoas mais afortunadas são aquelas que valorizam e se alegram no que já tem,

*Aprendi que quanto mais status a pessoa tem, mais trabalho a pessoa tem para manter assim e mais medo de perder a pessoa tem.

*Reforçando: Quase sempre as pessoas se mostram valendo muito, mas eu mesmo não iria querer passar pelo que ela passou, para ter o que ela tem.

*Aprendi que o que vale, é ter o suficiente para ter uma vida agradável, se preocupações

Para terem idéia, meu maior sonho é:

Eu ter minha família, uma casa modesta, um plano de saúde para todos da minha família, um emprego estável e não exaustivo, um hobby que me ocupe muito.



(Agora eu nem sei se vou aguentar ter uma vida calma assim, as vezes eu sinto que necessito de caos para continuar vivendo... eu sou tão chegado no caos que assisti todas as pegadinhas que aparecem no youtube )

*Sem contar outras coisas que não me lembro agora...



Bom, essa é uma experiência que nem todos tem como vivenciar... amadurecer através de angústia extrema e duradoura... e quase unanimidade nunca iria querer vivenciar isso...



Para que o texto seja o mais explicativo possível, aqui vai um resumo:

As emoções que sinto interferem fortemente nos sintomas do TDAH...

Eu era meio triste = Não tinha muita motivação para as coisas e era calmo.
Eu estou feliz = Agora vivo Hiperativo e ansioso 

Agora tenho de reaprender a lidar com o TDAH.... Com sentimentos que dificilmente tinha...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

FATO (10)

Várias vezes nem eu me entendo, nem sequer me aguento...
Entender as mulheres? tenta entender um TDAH....
Se existisse um clone meu convivendo comigo...seria meu maior inimigo...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

COISAS PARA UM TDAH REFLETIR (3)

ISSO É UM GRANDE FATO NA MINHA VIDA....SE BEM QUE NA MAIORIA DAS VEZES EU TENTO CRIAR ALGO NOVO... E ESQUECIA QUE CERTAS COISAS FORAM APERFEIÇOADAS POR MILÊNIOS PELA HUMANIDADE... NÃO SENDO NECESSÁRIO QUE EU TENHA DE RECRIAR ALGO QUE JÁ EXISTE....

NA VERDADE EXISTE DONS SIM, MAIS ISSO APENAS FACILITA E NÃO FAZ TUDO POR VOCE... ASSIM... SEMPRE EXISTIRÁ ESTA REGRA DE ERRAR E DEPOIS DE MUITA TENTATIVAS ACERTAR, POIS, NINGUÉM NASCE SABENDO.

UMA GRANDE FILOSOFIA MINHA

NADA É O QUE PARECE SER....
É ALGO QUE SEMPRE TENTO TER EM MENTE...

LEMBRO-ME DE UMA FRASE MUITO INTERESSANTE PARA ISSO: "CONHECIMENTO É SABER QUE UM TOMATE É FRUTA, SABEDORIA É SABER QUE NÃO SE DEVE USAR UM TOMATE EM UMA SALADA DE FRUTAS"

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NOTICIA TDAH: Escocês é diagnosticado com 'atraso crônico'

Foto: Reuters

Um homem que chegou atrasado a todo e qualquer compromisso da sua vida – de funerais a encontros românticos – teve sua demomra crônica diagnosticada como uma condição médica. Jim Dunbar sempre tem se atrasado para o trabalho, em férias, para refeições com amigos, já deixou muitas mulheres à espera por ele em encontros e até teve de se esgueirar em funerais muito tempo depois de terem começado.
O homem de 57 anos conta que sua impressionantemente baixa pontualidade foi diagnosticada como uma condição médica em uma consulta no Hospital Ninewells em Dundee, na Escócia – para a qual ele chegou 20 minutos atrasado. Dunbar, habitante da cidadezinha escocesa de Forfar, ainda luta para chegar na hora de seus compromissos, apesar de seu diagnóstico de atraso crônico.


Acredita-se que a condição é causada pela mesma parte do cérebro afetada por aqueles que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção (TDA), o que significa que Dunbar não consegue avaliar corretamente quanto tempo ele leva para concluir suas atividades. Consequentemente, o escocês se atrapalha com os horários e não é capaz de chegar no momento certo nunca.
“A razão pela qual eu quero que divulgar isso é porque eu tenho certeza que existem outras pessoas com o mesmo problema que eu e eu quero que eles percebam que a culpa não é deles”, conta. “Eu costumava me culpar e pensava ‘Por que não consigo chegar nunca a tempo?’. Eu já perdi um monte de empregos. Posso entender a reação das pessoas e por que não acreditam em mim”, lamenta-se.
Alguns psicólogos acreditam que o atraso crônico pode ser um sintoma de um transtorno de humor subjacente, como a depressão. De fato, muitas pessoas que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção reclamam que lutam diariamente para se manter no horário de seus compromissos.
Um estudo recente com mais de 200 pessoas, realizado pela Universidade Estadual de San Francisco, Califórnia, Estados Unidos, mostrou que 17% das pessoas pesquisadas eram atrasadas crônicas. Aqueles que não conseguem ser pontuais apresentam padrões semelhantes de comportamento de quem tem TDA, incluindo problemas de ansiedade e de autocontrole. Porém, uma boa notícia: os pesquisadores dizem que o problema, que afeta tanto o lado pessoal quanto a parte profissional, não é irreversível.
Psicólogos recomendam que as pessoas afetadas se forcem a trabalhar com prazos não negociáveis, monitorem o tempo que levam para executar determinadas tarefas e sempre planejar chegar um considerável tempo mais cedo nos lugares.
Dunbar recentemente tentou ir ao cinema e sabendo que poderia ser um problema chegar no horário da sessão das 19 horas, ele se deu 11 horas de antecipação. Mesmo assim, conseguiu chegar 20 minutos atrasado.
“Levantei-me às 8h15 para ir ver o filme do David Bowie em Dundee, que começava às sete da noite. Eu sabia que horas deveria estar lá. Isso me desanima muito e sei que é chato para os outros quando você chega atrasado”.
O ex-funcionário público tem um relógio especial em sua sala de estar, que utiliza frequências de rádio sintonizadas com um transmissor nacional para se certificar de que o tempo exibido é sempre o correto (até os segundos), mas nem isso ajuda. Ele alega já ter tentado usar relógio de pulso, atrasar os demais relógios da casa, mas ainda não encontrou uma solução.
Dunbar relata que teve de viver com esta condição durante toda a sua vida. Desde a época em que ia para a escola (ele consegue se lembrar de estar atrasado para a aula quando tinha cinco anos de idade), até o diagnóstico no ano passado, Dunbar diz que culpou a si mesmo. “Minha família não acredita em mim e acha que eu estou inventando desculpas”.
“Eu estive atrasado para funerais, tive que entrar escondido e ficar no fundo da sala. Eu combinei com um amigo de passar pegá-lo num determinado dia para viajarmos. Deveria estar lá ao meio-dia para irmos, mas cheguei com quatro horas de atraso. Ele ficou furioso porque tínhamos reservas e tudo mais. Outra vez, um amigo me convidou para uma refeição e acabei me encontrando com ele mais de três horas depois do combinado. Isso tem afetado toda a minha vida”, lembra.
No entanto, alguns especialistas são céticos quanto ao diagnóstico de Dunbar. “A condição não consta no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, então eu não tenho certeza de que você pode realmente chamá-la de uma condição médica”, afirma Sheri Jacobson, psicoterapeuta e diretora da Clínica Terapêutica Harley, em Londres, Grã Bretanha.
“O atraso repetido geralmente é um sintoma de uma doença subjacente, como o TDA ou a depressão, mas também pode ser apenas um hábito. “Eu acho desaconselhável fazer de todo comportamento humano cotidiano uma condição médica”, opina. [Daily Mail]

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TIRINHAS DO ARMANDO


Esse garoto realmente me lembra minha infância... haja paciência dos meus pais... fico pensando se eu vou conseguir aturar quando chegar a minha vez...

































terça-feira, 20 de agosto de 2013

PEREGRINANDO (20) O ESQUISITO



Esses dias estava pensando e entrar em cada blog TDAH e perguntar:

"As pessoas te acham esquisito/estranho?"

Perdi a conta de quantas vezes escutei isso ou apenas percebi nos olhos das pessoas... sem contar zoações, gozações e etc.

Eu ja sei por experiencia própria que o melhor a fazer é levar na esportiva, disfarçando, e sendo irônico, para que sempre fique na duvida que esses meus modos de agir, de falar, de me relacionar, de me expressar e etc. sejam de brincadeira... como se eu fosse sempre o palhaço da turma, mas por opção...

Pois, eu sei que se eu agir com seriedade nestes casos, estarei demonstrando que "sou assim mesmo"...

Entretanto esse método serve apenas com amigos, escola, faculdade, igreja e etc.

Pois, na vida profissional isso é um tiro na culatra, em razão de que as pessoas possam achar que nunca será um cara profissional.


Nesses caso que vejo que tenho de adotar o meu modo "serio radical"... já que comigo é sempre ente 8 e 80.
Quando Pequeno eu ate era assim, para ver se as coisas mudavam em relação ao tratamento que recebia (interesse das pessoas em mim, menos gozações com minha cara...)

Entretanto, isso apenas serviu para me isolar, e viver anos  na solidão, sem ninguém para contar.

No ginásio, comecei a estourar e virar aquele garoto que fazia as palhaçadas para chamar atenção... como pegadinhas, apelidos e outras imaturidades...



Foi da minha passagem do ensino médio para faculdade que comecei a aprender sarcasmo e ironia, sempre me ajudando a reparar as esquisitices que faço...

Pelo fato de eu ser muito "certinho", essa ferramenta dificilmente fugia do controle...Pois, todos sabiam que apesar das brincadeiras e indiretas, eu era um cara confiável, gente boa no qual se podia contar...

Assim, fiz na faculdade que eu estava no limite da minha perfeição...

Não era o cara mais legal de lá... mas pelo menos não sofri com a convivência com meus colegas (existindo certos declínios as vezes)

Hoje, me vejo num beco sem saida... no meu meio social as pessoas acham graça em apenas um gesto que para mim parece normal como ficar passar o dedo no queixo e ficar pensando...  ou por fazer coisas que para mim não tinham tanta importancia por não ser da maneira certa, como quando tinha acabado de almoçar e coloquei o meu pedaço de pave no prato que acabei de comer (aliás, quando meu colega viu eu fazendo isso, ja foi logo contando para os meus outros colegas... e no final para demonstrar "o quão doido sou" ele acabou contando uma frase que eu tinha dito um dia no serviço sendo que era apenas para reforçar que meu modo de agir é de brincadeira: "Que dia lindo, os passarinhos pastando... as vacas pulando de galho em galho...")

E no meu serviço, como farei para assumir as coisas no futuro? já que como estou cada vez tendo mais contatos com meus clientes e mais responsabilidades...

Dizem que a primeira impressão é a que conta... agora voces aceitariam ter o Mr Bean como seu contador? (infelizmente alem de meu modo de agir parecer com o dele, minha semelhança  física com ele... parece muuuuito, oque me rendeu este apelido em "5" lugares distintos onde costumo ir, e onde entre esses lugares não tem pessoas em comum)